Mostrando postagens com marcador Março/2010. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Março/2010. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de março de 2010

Filosofia, literatura e cinema

A claustrofóbica adaptação para o cinema do romance O processo, de Franz Kafka, foi ponto de partida para uma discussão filosófica envolvendo cinema e literatura, na última sessão do Ciência em Foco. De acordo com nosso convidado Charles Feitosa, professor de filosofia da arte da UNIRIO, doutor em Filosofia pela Universidade de Freiburg, na Alemanha, embora o livro e o filme se valham de uma premissa ligada ao direito, a palavra "processo" é também utilizada pela ciência para descrever a vida, por exemplo, na biologia.

Nosso convidado então fez com que a perplexidade do personagem Joseph K., diante de sua misteriosa e inexplicável acusação, fosse ampliada para a nossa própria vida, lidando diretamente com a questão da finitude. Em geral os homens não aceitam bem o fato de que são mortais, finitos, de modo que a morte é sempre vista como algo exterior, que requer uma explicação. De maneira provocativa, ele se pergunta se a vida e seus "processos" precisam de uma verdade última que os explique, que os dê sentido, ou enfim, que os justifique.

Após um percurso pela vida e obra de Kafka e sobre os elementos que fizeram de Orson Welles um cineasta que brinca com a relação entre verdade e ilusão, a plateia se mostrou bastante interessada, fascinada pelas questões tão atuais que poderiam ser desdobradas destes dois grandes mestres.

E por falar em mestres, nossa próxima sessão, dia 3 de abril, exibirá o filme Stalker, de Andrei Tarkovsky, considerado um dos maiores filmes de ficção-científica da história do cinema. Após a exibição, nosso convidado, Octavio Aragão, doutor em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFRJ, professor da Escola de Comunicação da UFRJ, ministrará a palestra Garimpando o imponderável: a energia limpa e a sociedade suja.

terça-feira, 2 de março de 2010

Fusão de dois gênios


 








"Não importa o que digam, esse é o meu melhor filme".

Com essas palavras, Orson Welles define O Processo, uma adaptação da obra homônima do famoso escritor Franz Kakfa. Considerando que o currículo de Welles no cinema não é nada modesto - A Dama de Shangai (1948), Macbeth (1948), Othello (1952), A Marca da Maldade (1958); Cidadão Kane, (1970); Verdades e Mentiras, (1974) - vale a pena assistir ao "grande eleito". Venha participar do  Ciência em Foco desse sábado e conferir a mistura de olhares de mundo tão singulares, além de pensar sobre as interferências entre literatura e cinema com o filósofo Charles Feitosa.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Você já ouviu falar em "Filosofia Pop"?

Quer saber mais sobre o palestrante de março do Ciência em Foco, o professor da Unirio e pós-doutor em Filosofia Roberto Charles Feitosa? Em entrevista para a revista Filosofia, Feitosa fala sobre a interessante proposta da Filosofia Pop, que “não prioriza os temas e autores mais tradicionais, mas também não perde a complexidade ou banaliza o pensamento”.

Seria uma filosofia mais aberta à influência das artes, mais dirigida ao povo do que aos eruditos. Mas pop não se confundiria com popular: "a Filosofia Pop não quer ser erudita, mas também não quer ser popular a qualquer preço. É o difícil caminho do 'entre' ".

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Encontro entre cinema e literatura no Ciência em Foco de março

Imagine acordar um dia, encontrar policiais no quarto com um mandato de prisão sem justificativas coerentes, e se dar conta de que isso não é um pesadelo, mas a vida real. Essa situação aparentemente “absurda” é ponto de partida de O Processo, que narra de forma aflitiva a relação de um homem com a lei. O filme de Orson Welles foi feito a partir do livro homônimo de Franz Kafka, considerado um dos maiores nomes da literatura moderna. O autor se notabilizou por explorar em suas obras a alienação humana.

É a partir dessa narrativa do “absurdo” apresentada por Orson Welles que o professor de filosofia da arte Charles Feitosa irá provocar no público uma série de questões: em que medida nosso olhar sobre o mundo, as pessoas e nós mesmos se condiciona por um livro ou por um filme? O que é "adaptar" em cinema? Que novas relações entre texto e imagens se produzem nesse processo? Enfim, em torno de que giram "os processos" do cinema e da literatura?

Venha para cá no dia 6 de março e traga muitas perguntas!