terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O ano começa


O ano de 2016 começou com filmagens de pequenas apresentações para os videocasts de palestras que aconteceram nas sessões do cineclube Ciência em Foco. Na foto, Auterives Maciel Junior relembra sua palestra, que aconteceu após a exibição do filme Morte em Veneza, em 2013. Sigam o canal do YouTube da Casa da Ciência e fiquem ligados na playlist do Ciência em Foco, pois novos videocasts estão a caminho. Um ótimo ano a todos!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

O cinema e a potência do instante


O último Ciência em Foco do ano aconteceu no dia 5 de dezembro, com a exibição do filme Hiroshima, mon amour (1959), de Alain Resnais. Quem conversou com o público após a sessão foi a filósofa e professora da UERJ Marly Bulcão, buscando pensar sobre o fascínio provocado pelas imagens e pelas reflexões que o filme evoca.

Marly apresentou elementos da vertente poética da filosofia de Gaston Bachelard, pensador que salientava a relevância filosófica da arte e da literatura. No filme, a memória da tragédia de Hiroshima era trazida a partir do presente de um casal de amantes, abrindo espaço para se pensar novas formas de perceber o tempo, a subjetividade, o esquecimento, deslocando-os de seus referenciais tradicionais e apostando na potência do instante. Foi um ótimo encerramento de uma temporada encurtada, devido à greve. No entanto, encerramos o ano com a inspiração e a intensidade necessárias para criar novos e memoráveis instantes em 2016.

Já pensando no ano que vem, nossa sessão inaugural da temporada de 2016 acontecerá no dia 5 de março, quando exibiremos o filme Gattaca: a experiência genética (Gattaca - E.U.A., 1997), de Andrew Niccol. Teremos a honra e a alegria de receber, como convidada do mês, Daniela Manica, doutora em Antropologia Social pela Unicamp, professora do Departamento de Antropologia Cultural do IFCS/UFRJ. Ela apresentará a palestra "Válidos", úteis e produtivos: corpo e vida entre os efeitos da tecnociência. A entrada é franca! Anotem na agenda e divulguem abertamente.

Publicaremos em breve, em nosso canal do YouTube, mais um videocast com alguma de nossas palestras passadas (destacamos uma que ajuda bastante a entender o momento atual do país). Fiquem ligados, e até breve!




terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Imagem e memória no labirinto das paixões


Um diálogo inovador e poético entre imagem e memória é destaque do Ciência em Foco de dezembro. No dia 5, será apresentado o filme “Hiroshima Mon Amour”, de Alan Resnais, seguido da palestra “Os labirintos da memória, a sedução do instante e a fenomenologia da imaginação”, com a filósofa e professora da UERJ Marly Bulcão.

Considerado um clássico do cinema francês, o filme faz uso inovador, em 1959, de flashbacks como artifício cinematográfico na elaboração das lembranças da personagem interpretada por Emmanuelle Riva, que contracena com o ator japonês Eiji Okada, no papel de um arquiteto. Ela é uma atriz que está em Hiroshima, rodando um filme sobre a paz. O drama se desenvolve a partir de um envolvimento amoroso dos dois, ambos casados, e mescla-se ao conflito psicológico vivido por Emanuelle, ao evocar recordações de antiga paixão por um soldado alemão no tempo da ocupação nazista da França.

Em meio a essa trama, a professora Marly Bulcão indaga: Qual a relação entre o significado estético das imagens com o tempo, a memória e o esquecimento? Passados mais de 70 da tragédia em Hiroshima, seus ecos reverberam através das imagens singulares de Alain Resnais. Segundo a filósofa, essas imagens “envolvem o espectador em uma dinâmica que evoca as noções de imagem e de imaginação, tal qual as elaboradas pelo filósofo Gaston Bachelard”.

Indicada para o Oscar em 1961, na categoria de melhor roteiro original, e levando a assinatura da escritora Marguerite Duras, essa produção franco-japonesa foi o primeiro longa-metragem de Alan Resnais e se insere na Nouvelle Vague (Nova Onda), movimento artístico do cinema francês que se incorpora às mobilizações contestatórias próprias dos anos sessenta.

O Ciência em Foco acontece sempre no primeiro sábado de cada mês, e a entrada é franca.