quarta-feira, 18 de maio de 2016

O êxtase, as máquinas e a potência das imagens



No sábado, dia 2 de abril, o Ciência em Foco apresentou o filme Xapiri (2012), filme experimental realizado por Leandro Lima, Gisela Mota, Laymert Garcia dos Santos, Stella Senra e Bruce Albert. Quem conversou com o público após a exibição foi Pedro Ferreira, apresentando a palestra O xamanismo na era de sua reprodutibilidade técnica. Ele é professor do Departamento de Sociologia e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), atualmente realizando seu pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia da UFRJ (HCTE).

Na sua palestra, Pedro propôs um convite ao pensamento sobre a relação entre a experiência do xamanismo e as tecnologias, apresentando elementos que contribuem para se pensar nossa relação com as máquinas, com a alteridade, a proximidade do tempo mítico, as tensões entre humanos e não-humanos, assim como modos outros de estar no mundo e vivenciá-lo - dimensões que o filme investiga por meio do registro documental e artístico.




sexta-feira, 13 de maio de 2016

Notas para uma Cosmopolítica da Imagem



No próximo sábado, 14/5, acontecerá a mostra 'Notas para uma Cosmopolítica da Imagem', na Casa da Ciência da UFRJ. A mostra é uma apresentação da revista Climacom, realizada pelo Labjor-Unicamp. A sessão se inicia às 16h.

Serão exibidos filmes produzidos pela Climacom e por artistas convidados, buscando problematizar a noção de divulgação científica.

São oito filmes curtos que totalizam 60 minutos de projeção, seguidos de 30 minutos de conversa e bate-papo com Susana Dias, pesquisadora do Labjor-Unicamp, coordenadora da sub-rede 'Divulgação científica e mudanças climáticas', da Rede CLIMA (INPE), e com Sebastian Wiedemann, cineasta e doutorando da Unicamp.

Mais informações seguindo este link.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Sonho e vida desperta: por onde caminha a existência?



Ciência em Foco deste mês de maio traz à cena um “sonho visto por dentro”. Essa é (ou parece ser?) uma boa imagem para descrever o filme Waking Life (2001), do diretor americano Richard Linklater. Nele, um garoto acorda no interior de seu próprio sonho e passa a refletir e a conviver com personagens reais de sua imaginação. Para debater a temática desse longa metragem após a sessão, o convidado é Ricardo Kubrusly, poeta e matemático, professor titular do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia da UFRJ (HCTE).

O filme, por si, é inusitado, pois uma vez filmado com atores e cenas reais, teve sua película  submetida a um processo chamado rotoscopia. A técnica, desenvolvida pelo animador Bob Sabiston e aplicada por vasta equipe de seu estúdio, permite pintar cada fotograma, incluindo novas cores, formas e desenhos. Estima-se que cada minuto do filme exigiu 250 horas de trabalho dos animadores, atribuindo-lhe peculiaridades de cada desenhista.

Em uma cena de TV, que ganha existência dentro do sonho do protagonista da história, ouve-se considerações sobre a prática de xamãs e visionários que “aperfeiçoaram a arte de viajar pelos sonhos, o chamado estado lúcido do sonho, no qual controlando-se  os sonhos  pode-se  descobrir coisas para  além da nossa apreensão no  estado desperto”. O filme explora essa lucidez onírica ao máximo, o que leva o professor  Kubrusly  a perguntar  - Sonhos como destino: o que nos faz pensar que estamos vivos?  E completa o tema de sua conversa ponderando: “Estarmos vivos, conscientes das nossas transformações, do mundo que nos cerca e de nossa participação nele, decorre necessariamente de uma ordenação temporal dos acontecimentos. Ao rompermos com a causalidade que nos ampara e, consequentemente, com os princípios clássicos das lógicas da normalidade, como fazemos nos sonhos de cada dia, o que nos fará pensar que estamos vivos?

Assista Waking Life e confira: quem sabe não sejamos personagens do sonho sonhado por outra pessoa!

O Ciência em Foco acontece sempre no primeiro sábado de cada mês, às 16 horas e a entrada é franca.